segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Chegou o Dia - Cirurgia Bariátrica

Sei que deveria ter escrito algo a respeito antes,  hoje, o carrocel de emoções tá espremendo meu peito!
Cirurgia bariátrica!
Ou como pesquisei, cirurgia do diabétes, ByPass intestinal.
Depois de muitos e muitos anos lutando contra o efeito sanfona, já fui magra, gordinha, gorda, e por último obesa.
Tudo isso não seguiu uma ordem, teve fase de estar bem na foto, e outras de fugir das fotos como o diabo da Cruz.
O que pegou mesmo nos últimos tempos foi o diabetes, beirando os 400 e o maior peso da minha vida.
Hoje estou prestes a ser levada para o centro cirúrgico, mas até chegar aqui foi um caminho longo a ser percorrido, entre exames, laudos, autorizações e espera.
Li muito, visitei inúmeros sites, vi muitos, mas muitos vídeos, e quanto mais lia, mais nervosa ficava.
O fato de que o organismo das pessoas é muito diferente, fez com que as informações fossem as mais diversas, entre pessoas que tiveram complicações, outras que engordavam tudo de novo, e o lado bom, pessoas que reagiram super bem a todo o procedimento e hoje levam uma vida super boa!
O mais marcante é a verdadeira mutação após o procedimento.
Nos primeiros 7 meses é aonde ocorre a maior perda de peso.
Agora estou sentada aqui, no quarto que vou estar durante esses dias, aguardando o médico vir me levar para o centro cirúrgico! Seja o que Deus quiser!

sábado, 7 de novembro de 2015

Gente assim assim....

Gosto mesmo é de gente leve... Não leve de peso, leve de alma, leve no trato... Gosto de gente que se gosta, de gente que tem gosto apurado, mas que não tem muita pressa.... Gosto de gente que não te prende, que não repreende escolhas, mas que escolhe estar do seu lado, e não do de lá, bem na sua contramão....
Gente que muda de ideia, isso sim, gosto de gente que muda de rua, muda de gosto, gente que não muda de ideia, não se permite, nada, nem errar...
Gosto de gente que gosta de gente... Que não vê  gênero, não vê cor, nem classe social, gosto de gente que não escolhe pelo bolso, ou pela condição, gosto de gente que olha no olho e escolhe pelo brilho que tem ali...
Gosto de gente que não usa a gente de escada, nem de degrau, que não precisa te diminuir para crescer, que não crítica ou mente por um minuto de atenção, gente que mente, não quer que o nariz cresça, quer aumentar o ego, mas o ego não nasceu pra Pinóquio....

O Que Esperar?

Todas as manhãs nos levantamos pedindo que coisas diferentes ocorram em nossas vidas...
E então, tomamos o mesmo café, sentados no mesmo banco, olhando pras mesmas coisas.... Comemos as mesmas coisas, usamos as mesmas roupas...
Andamos pelas mesmas ruas, reclamamos das mesmas coisas....
Tomamos os rumos iguais, decisões iguais, dizemos as mesmas palavras duras e deixamos de dizer as mesmas coisas....
No final do dia, cansados, nos mal dizemos da sorte, por que nada, nada de diferente aconteceu.... Por que será?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Anjos de Jaleco

Uma vez mais aqui, na Área B do Hospital Universitário, meu coração que não é de papel, se compadece, chega a ficar pequeno frente tamanha dedicação, humanidade, carinho...
Minha ridícula face material, mesmo na hora de calar, se manifesta e faz lembrar que todos eles, digo todos, desde as moças que limpam, as dedicadas enfermeiras doa plantões, até o médico chefe, todos ganham um salário de fome, e ainda assim, chegam cedo, com um sorriso, afagam o corpo inerte de pessoas que esperam seu momento de parar de sofrer...
Sem preguiça, sem mau humor, sem reclamações, exercem um ofício que nem de longe é para qualquer um...
E de novo fico pequena, lembro das reclamações estupidas de quem na verdade não conhece esse cansaço, e chora de barriga cheia, como eu, como tantos...
Lembro do quanto somos egoístas e desses profissionais que só pensam no dinheiro, como eu, como tantos, e me vejo meio que sem ofício, pois para fazer no que eles fazem tem que AMAR, amar o que faz, amar o próximo e se amar, acho que falta AMOR, sim, falta amor....

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sim, eu tenho TBH!

Sistema Nervoso
 
- Transtorno Bipolar do Humor: Instabilidade emocional e falta de sustentação interior.
Estudos recentes do comportamento humano classificaram os temperamentos que migram subitamente de um extremo para o pólo oposto como transtorno bipolar do humor.
As características sintomáticas observadas nesse transtorno revelam-se em forma de comportamentos alternados entre depressão e euforia, associados à irritabilidade; ataques de fúria, agressividade e acesso de raiva; impulsividade e dificuldades nos relacionamentos com a família, no trabalho e também com os amigos.
No tocante à sexualidade, observa-se um intenso apetite para o sexo.
Dentre os principais sintomas destacam-se: depressão com humor irritável; agitação física e/ou mental (psicomotora), inquietação que se alterna com apatia; mania de grandeza e necessidade de aparecer e ser o centro das atenções, seguidas de ataques de inadequação; pensamentos desgovernados, isto é, pensar em várias coisas ao mesmo tempo.
Esse estado ansioso leva as pessoas a lidarem com os acontecimentos de maneira exacerbada, tornando-se num determinado momento intensas, veementes e até agressivas.
Imediatamente, passam para o polo oposto, comportando-se de maneira tímida, indiferente e deprimida.
Dentre as hipóteses levantadas como causas do transtorno bipolar, destaca-se a hereditariedade, ou seja, o histórico familiar de outros membros com quadros semelhantes. Também é apontado o uso abusivo de medicamentos estimulantes, álcool, etc.
Surge com mais frequência na infância e na adolescência.
É quando o jovem apresenta ataques prolongados de raiva ou agressividade; essas reações são conhecidas como uma espécie de tempestades comportamental.
 
Comecemos a compreender os aspectos metafísicos, desde o surgimento mais frequente do transtorno, na juventude.
Os jovens acometidos pelo TBH são inconstantes e emocionalmente instáveis.
Ora se superestimam, achando-se os maiores do mundo, ora comportam-se como se fossem insignificantes perante o grupo.
Isso pode acarretar na transição entre a fase de criança e a maturidade.
Ao ultrapassarem as barreiras do lar, no início do processo de socialização (na adolescência), os jovens perdem a referência familiar que tinham conquistado.
O lugar que ocupavam na família não se transfere para a sociedade.
Eles precisam recomeçar um movimento de conquista de espaço e de identidade social, consequentemente, profissional. É quando a insegurança se acentua, podendo causar reações extremistas, de súbita variação de humor.
A irreverência muito comum entre os jovens é um reflexo da frustração causada pela falta de espaço na sociedade.
O fato de alguns jovens apresentarem uma exagerada irreverência, chegando a ser agressivos, esboça a falta de mobilidade deles, por exemplo, entre os amigos. Como mecanismo de compensação, querem se impor perante os outros e se supervalorizar.
Mas instantes depois, diante de pequenas frustrações, retraem-se, comportando-se de maneira melancólica e deprimida. Esses estados são característicos da baixa resistência emocional do jovem e provocam a intolerância às decepções.
Apesar do surgimento do TBH ocorrer com mais frequência desde a juventude, é na fase adulta que isso fica mais evidente. Ou pelo menos, é quando ocorre tal diagnóstico.
Os adultos com sintoma de TBH costumam exagerar na imposição das suas vontades, geralmente esboçando comportamentos hostis e excedendo na agressividade de forma a causar espanto naqueles que os rodeiam.
É muito difícil conviver com pessoas que tem a síndrome do TBH: elas são inconstantes nas reações. Nunca se sabe qual comportamento esperar delas diante das situações inusitadas. A forma como vão reagir é sempre uma surpresa, a cada hora esboçam uma reação diferente.
Repentinamente passam a agir de maneira oposta: isolam-se, mergulhando numa súbita apatia e depressão.
Essas variações de comportamento são comuns nas pessoas que sofrem do transtorno bipolar do humor.
A velocidade dos pensamentos dificulta exercer controle sobre si mesma, de tal maneira que nem a própria pessoa consegue se compreender ou mesmo se tolerar. Fica difícil organizar-se interiormente para agir com coerência no meio externo.
Quando estão ativas, costumam se vangloriar e supervalorizar-se perante os outros.
Volta e meia fazem sua propaganda, enaltecendo o seu desempenho.
Julgam-se exímias, focalizando os méritos e suas conquistas, usando-os como modelo de sucesso.
Não raro, humilham os outros, inferiorizando-os ao compará-los a si mesmas, enfatizando as situações em que foram bem-sucedidas naquilo que fizeram.
Esse mecanismo refere-se a um comportamento de autoafirmação.
A pessoa enaltece o seu desempenho, sem ser tão prática tampouco eficiente, quanto se julga.
O seu grau de satisfação é baixo, pois nem sempre realiza os seus projetos de vida. As expectativas acerca de si mesma e em relação aos outros ou mesmo sobres os resultados, são muitas.
Obviamente, os resultados não são condizentes com o que foi almejado.
De si mesmas, cobram a perfeição, dos outros, que eles sejam exímios no que lhes foi delegado; no tocante aos resultados, esperam o melhor.
Como a realidade dos fatos não corresponde aos seus anseios, frustram-se.
E, por não saber lidar com as decepções, deprimem-se com frequência.
As pessoas que sofrem de TBH são intensas no que fazem. Principalmente quando a situação é prazerosa, elas tem dificuldade de se controlar, facilmente cometendo exageros. Não sabem lidar com limites; todas as vezes que são barradas, vivenciam elevados níveis de frustração. Como não tem fibra para lidar com elas, desesperam-se e vão para o outro extremo, deprimindo-se.
Nos momentos de euforia, cobram muito das pessoas que as cercam, exigem dos outros o que elas próprias não são capazes de fazer.
As pessoas com TBH, não zelam pelo seu bem-estar interior, geralmente desprezam suas emoções. Focalizam exageradamente as situações externas, dando mais valor aos outros do que a si mesmas e se comportando de maneira hostil nos momentos de pico da agressividade.
A ofensa é um mecanismo ambivalente de atacar aqueles que são significativos na sua vida. O autoabandono, além da agressividade, pode provocar a depressão, que é um reflexo da anulação de si, perante os outros.
Para reverter esses processos de alteração súbita de comportamento, com pico de agressividade ou de depressão, é necessário não se incomodar tanto com as opiniões alheias, dedicar-se mais na realização dos seus objetivos, ser eficiente, determinado e não viver em função da aprovação dos outros.
Deve-se organizar os pensamentos, pois a dificuldade em manter uma linha de raciocínio é pior do que a oscilação de humor.
Procure se fortalecer emocionalmente.
Desenvolva um suporte psicológico para enfrentar as frustrações.
Deixe de ser tão melindroso.
Aceite as pessoas do jeito que são e a realidade da forma que se apresenta.
Reduza as expectativas.
Compreenda que tudo acontece no seu devido tempo e em proporções suficientes para a ocasião. Não adianta esperar muito de um momento apenas, nem querer que aconteça logo o que se anseia.
Ao preservar essas atitudes torna-se, possível fortalecer as emoções e conquistar a estabilidade do humor.
As pessoas que apresentam o transtorno bipolar de humor, devem ter consciência do significado de suas reações, compreender, por exemplo, o que as levam a se comportarem de um jeito desagradável, para poderem ser reformular interiormente, transformando os seus pontos fracos em fatores emocionalmente bem elaborados.
A estabilidade emocional adquirida por meio do autoconhecimento, possibilita o autocontrole, evitando a frequente oscilação de humor.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sentimento Limpinho!


Sabe quando a gente sente aquela coisa boa que não sabe explicar? 
Como assim? 
Sei lá, aquela coisa que não sentia faz tempo e que volta a sentir, e não sabe explicar...Entendeu? ...
Não.
Tipo um frio na barriga, mas que não é frio... 
Hãn?
Uma sensação de medo, mas de coragem, uma coisa que esquenta, que ferve... 
Calma, não era tipo frio?
 Não, era frio que não era frio... 
Ah tá...(...)
É quando você já conhece a pessoa, e ela já te conhece, mas parece que não se conhecem, e dai parece que essa, é a primeira vez que estão se olhando...
(...)
E tudo o que passou, todas as brincadeiras, todos os anos, todos o jogos, nada faz passar a tremedeira, e então você se encosta, mas não sabe se encosta, e sente que o outro também está se sentindo assim, mas não quer dizer... Tá mais fácil de entender agora?
(...) Pera, deixa pensar...
E dai, na hora de ir dormir você  não sabe se vai deitar junto ou separado, não sabe aonde coloca as mãos e nem o resto do corpo, e começa a tremer, como se fosse adolescente de novo, e volta tudo, mas na verdade não volta nada, pois já não somos mais os mesmos, mesmo sendo os mesmos, e acabamos nos deitando juntos, e aquele calor, vira frio que vira calor de novo, e tudo vai ficando claro, mesmo com a luz apagada, pois existe cumplicidade, existe amor (de amigo) que virou por minutos (amor de homem e mulher) e que depois vai dar medo, mas que na hora passa, e você escolhe viver o momento, pois estão ali, mais próximos do que jamais estiveram e no outro dia estarão tão distantes quanto sempre tiveram, mas tão 
juntos como nunca deixaram de estar... E tudo é lindo, e sem explicação, e saudável, por que tem amizade, tem amor, tem desejo e tem amizade de novo, mas também tem bastante amor e desejo e confusão, bastante confusão... Entendeu agora?
Aham... Tipo...Um Sentimento Limpinho?
É!!!!!! Como você sabe?
Sei lá! Feeling!
Cara, você só pode ser bruxa...
Me chama de anja, as bruxas são feias...
Tá, boa noite...
Boa Noite!
Te Amo, obrigada irmã!
De nada irmã, também te Amo!


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Escolhas...

E sempre tem uma manhã ou uma noite esquisita em que a gente fica querendo não ser mais a gente só por alguns momentos...
Tem tanta coisa que a gente nem sabe explicar no mundo...Tem tanta coisa que desconhecemos de nós... Os labirintos ocultos as vezes assustam, mas a pior parte deles é certamente aquele pedacinho decisivo em que ficamos sem alternativa alguma, senão DECIDIR, ESCOLHER...
Tantas vezes apontei meu dedo inquisidor na cara de algumas pessoas, acusando-as daqueles que considerava os maiores dos pecados morais: A auto-piedade...A auto-punição...O auto-flagelo...
Sim, apontar o dedo era comprovar que estava diante de espelhos, pois aquilo que vemos nos demais, certamente conhecemos, está aqui dentro, gritando sua presença, impondo seus danos, massacrando as idéias, fragilizando as atitudes e rompendo as relações, entre nós com os demais e entre a gente com a gente mesmo!
Vítima, Fraca, Doente, já adotei adjetivos que me ajudassem a controlar e garantir presenças, afetos, carinhos, promessas...
Forte, Destemida, Inteligente, Sagaz... Já encarei a heroína dos desenhos em quadrinho com as mesmas intenções supracitadas acima...
Já me perdi tanto, já me odiei tanto, já me fiz odiar....
Já me amei tanto, já me encontrei tanto, já me fiz adorar...
Todos tem aquela parte desprovida de luz, e aquela parte super-iluminada.
Ninguém é feito da Perfeição na terra...
Foi em um desses tombos, ou em algumas dessas levantadas, em algumas dessas bonanças ou no meio de algumas dessas tempestades que fui girando em torno de mim mesma, encarando meus lados bonitos e feios, meus medos e minhas coragens, meus temores e minhas iniciativas... Foi no meio dessa bagunça arrumada, dessa mania de entender o mundo e pesquisar o todo, que encontrei o que não queria achar e achei o que não estava procurando...
E no balanço final dos erros e acertos, hoje me vejo fazendo, sendo, guiando, orientando, aprendendo, perdoando, auxiliando...
Foi na hora em que não acreditava mais no AMOR, que ele apareceu, e mostrou que AMOR, não é feito só de coisas FÁCEIS, que o AMOR exige, cobra e muitas vezes não sabe pedir, mas entendi que no AMOR, a confusão é eminente, pois costumam apelidar esse sentimento tão único com tantos significados longínquos, incompletos, desproporcionais: Se sentem ATRAÇÃO, estão AMANDO, se sentem TESÃO, estão AMANDO, se se sentem ATENDIDOS, estão AMANDO, se conhecem em um DIA, e no outro estão AMANDO...
TE AMO, virou BOM DIA... 
Fase boa em que AMOR era AMOR, e se parecia mais com AFETO, CARIDADE, DOAÇÃO e RESPEITO... 
Se eu fosse esse tal de AMOR, gostaria de ser APELIDADA assim!
Escolhi AMAR dessa forma, e só o tempo irá dizer se estou CERTA, ou ERRADA...
O que sei de certeza é que JUIZ, é aquele que prestou concurso, e que nem mesmo Deus, Pai Onipotente, Onipresente, Início Primordial de Todas as coisas, nem mesmo ELE, pretende ser...
O maior JUIZ de todos mora bem aqui dentro, de cada um de nós e seguindo as regras da MAGNÍFICA LEI DO RETORNO, tem o nome bonito e sem apelidos de:
CONSCIÊNCIA...
É com a minha LEVE, LIVRE e SOLTA que vou dormir no dia em que fiz uma das MAIORES ESCOLHAS da minha vida:
Ser FELIZ e FIEL aos meus SENTIMENTOS...